Em 1946, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma definição sobre a saúde de um indivíduo que perdura até hoje: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade”.

Neste dia 11 de fevereiro é celebrado o “Dia Mundial do Enfermo”, data apropriada para analisar as condições que envolvem a área da saúde em um país, estado ou município.

A população mundial está envelhecendo e a tendência é que com mais habitantes atingindo a terceira idade, o número de investimentos na área da saúde deve aumentar proporcionalmente. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) projeta que até 2060 o número de pessoas acima de 65 anos no Brasil deve quadruplicar e chegar a 58,4 milhões. Impulsionar a produtividade no atendimento médico é essencial, tendo em vista as perspectivas de um acelerado crescimento no setor.

Outros investimentos na área associados a conscientização preventiva, diz respeito aos hábitos prejudiciais que muitos brasileiros possuem, como a da ingestão sem controle de alimentos que são danosos ao organismo e que acarretam problemas de saúde a longo prazo. Pesquisa recente feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica revelou que a obesidade está mais presente na classe C e a faixa etária com maior número é de 56 a 65 anos com 24% do total.

Consta-se que a proporção de hipertensos no país aumenta com o passar da idade. Entre os jovens, de 18 a 29 anos, o índice é de somente 2,8%; dentre as pessoas de 30 a 59 anos é de 20,6%, passando para 44,4% entre 60 e 64 anos, 52,7% entre 65 e 74 anos e 55% entre as pessoas com 75 anos ou mais.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), promovida pelo IBGE, indica que cerca de 40% da população adulta brasileira, o equivalente a 57,4 milhões de pessoas, possui pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT). Entre as que apresentam maior incidência no país, está a hipertensão arterial, o diabetes, a doença crônica de coluna, o colesterol e a depressão.

O estudo também revelou que a escolaridade influencia a predominância no índice de diabetes. Pessoas sem instrução e com fundamental incompleto apresentaram mais casos de diabetes registrados, com 9,6%. Já as com superior completo apresentaram cerca de 4,2% diagnósticos.

Em uma análise mais detalhada entre gêneros, podemos averiguar variantes que ajudam a apontar as diferenças quando o assunto é saúde entre homens e mulheres. Segundo dados do IBGE de 2012, a expectativa de vida do homem ao nascer é de 71 anos, já as mulheres chegam, em média, aos 78,3 anos. Algumas das explicações sugerem que há diferenças entre os hábitos de cada gênero que esclarecem essa disparidade, por exemplo, o costume feminino de ir ao médico com regularidade e evitar o álcool.

Informações que revelem a condição de saúde dos brasileiros ajudam a entender as mudanças que ocorrem na sociedade.

Ao absorver esses dados, uma empresa pode assimilar de maneira eficaz alterações demográficas e, portanto, investir adequadamente em locais específicos que apresentem oportunidades de negócios.  As ferramentas de geomarketing podem ser fundamentais na identificação dessas oportunidades.

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