O mapa do mundo do Facebook está chegando e tanto a tecnologia quanto os dados que eles usaram para criá-lo são fantásticos. Usando de sistemas de informação geográfica (Geographic Information System, ou GIS) e inteligência artificial, os programadores se apropriaram de dados já existentes e combinaram diferentes mapas para criar um produto inteiramente novo.

Algorítimos net-neurais

Com os avanços na gestão de dados, web, mobile, e tecnologias integradas, diversos setores têm ampliado sua utilização de GIS. Mas como o Facebook utilizou GIS na criação do seu mapa do mundo?

O primeiro banco de dados acessado foi Gridded Population of the World, da Universidade de Columbia. Ele é um aglomerado de dados de censo locais com o melhor mapa de população disponível globalmente. Entretanto, sua resolução era baixa.

Assim, o Facebook comprou literalmente milhões de quilômetros de fotos em alta resolução da DigitalGlobe, empresa que é proprietária e opera a maioria dos satélites de imagem da Terra.  Essas fotos são extremamente de alta resolução: em vez de cobrir metros de área, cobrem um quadrado de cerca de 50 centímetros.

Em seguida, os programadores ensinaram seus algoritmos “net-neurais” a reconhecerem os edifícios. A densidade urbana foi estimada pelo número de edifícios em uma área. Os melhores dados populacionais foram então aplicados sobre essa área. O software assumiu que, se viu um edifício, havia pessoas lá. Durante esse processo, 21,6 milhões de quilômetros quadrados em 20 países foram analisados.

Mapeamento do futuro

No Brasil, a exemplo de tantos outros países de grandes dimensões territoriais, os recenciamentos demográficos são conduzidos em intervalos longos (dez anos no nosso caso), e representam a única fonte de contagens populacionais de abrangência universal. Se o mapa de população do Facebook der certo, representará um importante passo para podermos mapear com precisão o crescimento populacional de pequenas áreas geográficas nos anos em que não há censos demográficos, uma informação fundamental para aplicações de geomarketing por empresas ou órgãos públicos.

Porém, é evidente que tais informações, sozinhas, não serão suficientes para atender todas as demandas existentes. A arte e ciência de qualificar e quantificar o potencial e comportamento de mercados não se baseia apenas nas contagens populacionais. É necessário saber como tratar e enriquecer analiticamente estas informações para revelar mais que apenas aglomerações demográficas.

Isso é precisamente o que fazemos na Cognatis desde o lançamento do GEOpop®, primeira e mais completa base de dados geomercadológicos do Brasil. Nossas estimativas são o resultado de complexos algoritmos estatísticos e de inteligência artificial, baseados em dados correntes sobre a dinâmica demográfica das regiões. Sua qualidade e precisão poderão ser ainda mais aperfeiçoadas com o surgimento de tecnologias como a do mapa do Facebook.

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