No Brasil é possível encontrar uma miscigenação de raças e povos como em nenhum outro lugar do mundo. No entanto, com uma população com mais de 200 milhões de habitantes, as crenças religiosas se firmaram em torno de duas principais: católica e evangélica.

O país brasileiro é aquele que concentra o maior número de adeptos do catolicismo no mundo, no entanto, a igreja sofreu quedas acentuadas de fiéis nos últimos 40 anos. Em 1970 registrava-se que 91,8% dos brasileiros eram católicos, em 2010, segundo o IBGE, o porcentual passou a ser de 64,6%. Por outro lado, os evangélicos subiram de 5,2% em 1970 para 22,2% em 2010.

Em 2010, cerca de 15 milhões de brasileiros, ou 8% do total da população, declararam não possuir nenhuma crença. Não necessariamente uma pessoa que alega não seguir nenhuma instituição não crê em valores religiosos. Em matéria do portal G1, o antropólogo Rodrigo Toniol explica: “Quem se declara como sem religião é, sobretudo, jovem, com idade média de 26 anos. Eles não rejeitam valores religiosos, mas sim a institucionalidade ou até mesmo a mediação de sacerdotes de uma igreja, por exemplo”, afirma o estudioso.

Apesar do aumento nos declarados “sem religião” e no retrocesso do catolicismo no Brasil, a religião ainda assume um papel de destaque nas famílias brasileiras. Sua presença é inclusive sentida em questões do âmbito político, vista como uma bandeira levantada pelos candidatos sempre que eleições tomam o lugar das manchetes e pautas como aborto e casamento gay correm o território nacional.

Ainda haverá tempo para que o novo papa Francisco consiga converter mais fiéis, mas para comprovar a força da religião como um centralizador de discussões atuais, um estudo recente, encomendado pela Intel, revelou que o Brasil é o país que mais discute religião por dispositivos móveis. A pesquisa indicou que 39% dos entrevistados falam e postam sobre o tema com frequência na web.

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