Geoenriquecimento de dados é uma expressão que se tornou “moda” nos últimos anos –principalmente quando falamos de estratégias para abertura de novos pontos de venda, mas como isso efetivamente pode auxiliar as empresas a dinamizarem sua estratégia comercial? Quais são as aplicações práticas? Como obter essa inteligência sem um departamento específico dedicado a isso na empresa?

O geoenriquecimento é um serviço que objetiva enriquecer dados mercadológicos com dados geográficos, acrescentando profundidade e uma análise diferenciada a informações muitas vezes já bem conhecidas. Isso significa, por exemplo, estudar uma base de endereços a fim de determinar características sociodemográficas de interesse como perfil socioeconômico, informação de renda, educação, condições de moradia entre outros.

Como funciona o geoenriquecimento

Todo cliente tem um endereço residencial. Do ponto de vista sociológico e geográfico, o local de residência de uma pessoa diz muito sobre seu padrão de consumo, suas preferências e estilo de vida. Ou seja: a partir de um dado único, é possível construir um modelo comercial que pode abranger, até mesmo, quais os produtos serão oferecidos no PDV, dependendo do perfil do cliente.

O geoenriquecimento não serve apenas para as empresas voltadas para o B2C. No B2B –os negócios voltados para a comercialização de produtos e serviços para outras empresas– a técnica pode ser muito útil. É possível enriquecer uma base de endereços com dados como faturamento  presumido e porte. Já existem, aliás, ferramentas de análise de dados geográficos voltados somente para empresas. 

Uma terceira modalidade de geoenriquecimento é aquela voltada para a área de influência do negócio. Ao invés de uma base de endereços ser utilizada, o parâmetro adotado é uma área de interesse para a empresa – e seu tamanho dependerá da natureza do negócio.

Veja a distribuição da área de acordo com o negócio. No caso dos supermercados, independente de seu tamanho, a proximidade é o fator número 1 para escolha do estabelecimento:

– Pequeno varejo – 500m de raio. Geralmente, o varejo de bairro abrange o público mais próximo da localização. Uma amostra da região do entorno já fornece dados importantes para a determinação da característica do público.

– Supermercado de vizinhança – 1km de raio. No caso dos supermercados de vizinhança, a estratégia é a mesma adotada em relação ao pequeno varejo, com a diferença que esses estabelecimentos acabam abrangendo um raio maior de cobertura, principalmente pelo fato da escassez de outros estabelecimentos comerciais no entorno. Os mercadinhos de bairro são um bom exemplo.

– Hipermercado – 3km. No caso dos hipermercados, o raio de 3km dá uma ideia bastante acurada das características de público, principalmente em regiões de maior densidade populacional, nas quais o contraste entre bairros – e muitas vezes entre quadras – chega a ser muito grande. Além disso, nessas regiões também há uma grande concorrência desse tipo de estabelecimento, com suas áreas de influência praticamente se esbarrando.

Para finalizar, é importante levar em consideração na hora de planejar a estratégia comercial do seu negócio, os dados geográficos da região, como fluxo de veículos, população diurna, dentre outros. As informações podem fornecer uma visão nova sobre os “velhos dados”, muitas vezes visitados e revisitados. Sem dúvidas, um olhar a partir do geoenriquecimento pode trazer novos insights para o negócio.

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