Na última década o geomarketing ganhou importância: a tecnologia impulsionou um melhor entendimento do consumidor e, também, maior técnica na manipulação dos dados. No Brasil, isso diz muito, considerando-se que as bases são esparsas ( as pesquisas do governo como Censo, PNAD e outras não têm  sido realizadas com a mesma regularidade), com formatos distintos e, com índices diferentes muitas vezes para medir a mesma coisa. Por conta disso, as empresas passaram cada vez mais a terceirizar o serviço, deixando a operacionalização da manipulação e organização dos dados na mão de especialistas.

Prova disso é que segmentos que antes não contavam com o geomarketing –como TV por assinatura, indústria farmacêutica e combustíveis — passaram a utilizar a ferramenta para definir estrategias de a expansão, segmentação de mercados e operacionalização de áreas de vendas, dentre outras, de forma mais assertiva.

Compreendendo o geomarketing

Um dos aspectos mais importantes do geomarketing é que ele não se trata somente de uma ferramenta, e sim de uma metodologia de análise do negócio. Há ferramentas que conseguem integrar dados de mercado a dados da própria empresa para entregar análises bastante acuradas.

O geomarketing pode ser utilizado tanto para análises de viabilidade do negócio em uma determinada região, quanto para aplicações de maior complexidade. Empresas podem utilizar o geomarketing para fazer uma estimativa de vendas em novos PDVs, bem como mapear os possíveis produtos que terão mais apelo comercial dentro de uma determinada região.

Reinaldo Gregori, diretor geral da Cognatis, destaca as diversas possibilidades do uso de geomarketing em muitos setores. “É interessante notar que diferentes empresas usam a ferramenta com diferentes propósitos. Atendemos redes de varejo que se limitam, por exemplo, a encontrar os melhores locais para abrir novas unidades, enquanto empresas de bens de consumo usam a mesma ferramenta para identificar lacunas mercadológicas geográficas ou para segmentar os PDVs a fim de otimizar a distribuição de seus produtos”, explica Gregori.

Um dos segmentos que mais faz uso do geomarketing é o varejo, que aproveita dos benefícios da análise mais aprofundada para criar estratégias mais sólidas para o PDV – e isso pode abranger bancos, distribuidores de combustíveis, redes de farmácias, entre outros.

Entretanto, há outros setores nos quais a aplicação do geomarketing não está associada diretamente a eles, mas nem por isso é subutilizada, como é o caso da indústria da alimentação, que pode utilizar ferramentas de geomarketing para otimizar territórios de vendas, diminuindo custos operacionais.

O geomarketing é fundamental para criar um relacionamento personalizado com os potenciais consumidores. O geomarketing é igualmente útil quando o tema do debate é Big Data – tema ainda temido pelos gestores de marketing.

Ferramentas como o NETtool® e o GEOpop®, da Cognatis, por exemplo, permitem que as empresas desenvolvam suas próprias análises e ações de geomarketing com autonomia, se diferenciando da maioria das complexas ferramentas de big data encontradas no mercado.

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