O consumo do brasileiro em restaurantes e bares aumentou. O crescimento do setor food service, tido como o mercado em que a alimentação ocorre fora de casa, sobe com uma taxa de 14,7% ao ano, de acordo com dados da Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação).

Para se ter uma noção dos valores gerados nesse setor, segundo a Abia, o mercado atingiu ganhos de R$ 116,5 bilhões em 2013. Ano passado, 32,9% do consumo alimentício da população brasileira foi feito fora do lar.

Estudos recentes realizados pelo IFB (Instituto de Food Service Brasil) apontaram a predominância de estabelecimentos com faturamento pequeno, registrando 64% do total no qual o faturamento mensal foi abaixo de R$ 50 mil.

O IFB realizou entrevistas com cinco mil consumidores em 2014, que revelaram dados muito interessantes para novos negócios que receberão investimentos de empreendedores no setor para 2015.

Constatou-se que a classe A destina 51,2% de seus gastos com a alimentação fora do lar, enquanto que a classe E aplica apenas 18%. O gasto médio por refeição é de R$ 14,39 – com a classe A gastando em média R$ 20,02; a B cerca de R$15,08; e a C com R$ 11,47.

Se você acha que brasileiro só sai de casa para comer fora aos finais de semana, está enganado. O consumo ocorre majoritariamente nos dias de semana (mais de 70%) e o principal momento de refeição é o almoço, com mais de 34% de todas as refeições do dia todo.

Outro dado que revela indícios interessantes sobre o comportamento do consumidor, revela que 60% das refeições são feitas no local no próprio restaurante. Os números mostram que 30% dos brasileiros prefere levar a refeição para casa e cerca de 3% compra pelo drive thru. O delivery, serviço de entrega em domicílio, contou com um porcentual de “apenas” 7%.

O tempo de distância gasto para chegar a um local é um fator extremamente crucial para a escolha do estabelecimento. Cerca de 82% não está disposta a se locomover por mais do que 30 minutos até um estabelecimento.

A escolha do local ainda pesa para muitos que optam por um lugar apenas pela conveniência – para 33% dos brasileiros, a decisão se baseia por se tratar de uma localização conveniente. Cerca de 35% escolhem o lugar simplesmente porque “gostam de lá” e 33% registraram que escolhem lugares que sempre costumam ir. As estatísticas de outros países indicam os mesmos motivos.

Ao analisar esses dados, fica evidente a necessidade em buscar ferramentas de geomarketing que ofereçam uma base de dados sólida de indicadores demográficos, econômicos e de consumo, que possibilitem um melhor entendimento sobre a região investida. Para um mercado tão vasto como é o de food service, o geomarketing surge como a solução para identificar clientes atuais e potenciais, e melhorar suas estratégias comerciais e de marketing.

Com Portal Brasil

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